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Crème de la Crème

em 02.07.09

Quando falamos das regiões produtoras de vinho da França, pensamos logo em Bordeaux, Borgonha ou Champagne. E estas são realmente as mais importantes, as que estão sempre em destaque. E é sobre elas que irei falar, hoje.

Bordeaux é, claro, o grande berço dos vinhos franceses e fonte inspiradora para grande parte dos produtores do mundo inteiro. Seus melhores vinhos são artigos de luxo, chegando a ser leiloados por valores absurdamente caros! A região é mais conhecida pelos tintos robustos e pelos deliciosos vinhos de sobremesa de Sauternes, apesar de também produzir ótimos vinhos brancos secos.

A região é subdividida em distritos. Os principais são Médoc e Graves, do lado esquerdo do rio Garonne; e St. Emilion e Pomerol, do lado direito.

No Médoc, ficam as comunas de St. Estephe, Pauillac, Margaux e St. Julien, onde está localizada a maior parte dos grandes Chateaux franceses, incluindo-se os famosos “Premier Cru”. A Cabernet Sauvignon é a componente principal dos vinhos do lado esquerdo, enquanto que a Merlot é a estrela, no lado direito.

Alguns dos melhores vinhos de sobremesa do mundo são feitos no distrito de Sauternes (Graves), onde a Sémillon reina, já que é bastante suscetível à podridão nobre, a Botrytis Cinerea, que transforma os vinhos doces em um néctar dos deuses.

A Borgonha, por sua vez, oferece-nos os elegantes vinhos da Pinot Noir, uma uva que em lugar nenhum do mundo mostra tão bem seus encantos quanto no seu local de origem. É lá que ela encontra seu terroir perfeito. Mas não são apenas os tintos que encantam. Os vinhos brancos da uva Chardonnay produzidos por lá estão entre os melhores do mundo. São únicos!

Enquanto em Bordeaux as propriedades são chamadas de Château, na Borgonha, chamam-se Domaine. E seus grandes vinhos são classificados como “Grand Cru”.

A Borgonha é dividida em Chablis, Cote D´Or (Cote de Nuits e Cote de Beaune), Cote Chalonnaise, Mâconnais e Beaujolais.

Em Champagne, são produzidos os espumantes de altíssima qualidade que recebem o nome da região. A legislação acerca dos champanhes é uma das mais rigorosas do sistema AOC. Lá, eles regulam até o dia para colheita das uvas. Produzidos com duas variedades tintas (Pinot Noir e Pinot Meunier) e uma branca (Chardonnay), podem, também, ser chamados de “Blanc de Blancs”, quando feitos exclusivamente da Chardonnay.

Os champanhes, geralmente, não possuem ano de safra por ser uma mistura de vários cuvées, ou seja, de uma combinação de vinhos de vários anos diferentes. Apenas alguns produtores declaram a safra no rótulo e somente em anos excepcionais. E quando o fazem, o champanhe precisa envelhecer, no mínimo, seis anos.

Para resumir as principais sub-regiões e suas uvas, achei interessante fazer uma tabelinha para que fique mais fácil lembrá-las depois.

O que falei aqui é muito pouco para explicar a complexidade destas regiões e de seus vinhos. Ao longo do tempo, tentarei trazer mais informações, além de indicações de vinhos das regiões comentadas.

Até a próxima!

 

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