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Road Show Adega Alentejana | Parte II

em 11.05.16

Vamos continuar o passeio pelos vinhos portugueses da Adega Alentejana? A importadora, como o próprio nome sugere, começou com foco nos vinhos do Alentejo, região de origem dos fundadores da empresa. Só depois é que eles expandiram para outras zonas de Portugal e, também, de outros países. Mas a maior parte do portfólio de vinhos ainda é de origem alentejana. Portanto, essas duas primeiras partes são apenas de vinhos Alentejanos.
 
Seguindo adiante...
Monte do Pintor (Évora, Alentejo)
 
Eu já conhecia o vinho principal deste produtor, mas confesso que degustar todos os vinhos (exceto o Escultor) foi outra grata surpresa deste evento.
 
Monte do Pintor Espumante Bruto Branco 2012
Este foi, se não a mais bela surpresa da noite, uma das “Top 5”! Eu não sabia que eles produziam espumantes, nem mesmo havia alguma vez provado um espumante alentejano. Apenas 6 safras lançadas e 1.500 garrafas produzidas/ano. 100% Arinto, produzido pelo método clássico, com 12 meses de estágio em cave. Aromas cítricos, com brioche e final com toque de mel. Perlage delicada e acidez correta. (R$ 98)
 
 
Monte do Pintor ‘Pequeno Pintor’ Tinto Regional Alentejano 2012
Trincadeira e Aragonez, com 6 meses de estágio em barricas francesas. Um vinho leve, com muita frescura no nariz, aromas de frutos vermelhos frescos, cacau e leve toque defumado. Taninos macios e ótima acidez. (R$ 66)
 
 
Monte do Pintor Reserva Tinto Regional Alentejano 2011
Só é produzido em alguns anos. Este é um corte de Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon com 12 meses de estágio em barricas. Um vinho mais austero, com aromas de frutos escuros maduros, especiarias, chocolate e um pouco de menta. Taninos ainda muito vigorosos, assim como a acidez. Outro que quero provar dentro de alguns anos. (R$ 180)
 
Fundação Eugénio de Almeida (Évora, Alentejo)
 
Como já conheço muito bem esses vinhos, preferi “pular” esse estande. Mas quis provar o Vinea, a linha de entrada que acabou de ser lançada aqui no Brasil. Nas versões tinta e branca, são vinhos leves para o dia-a-dia, com a correta execução que já conhecemos da vinícola. Para quem procura vinhos mais acessíveis ou para quem está começando a beber vinhos. (R$ 42)
 
 
No final, só para não perder a oportunidade, provei um pouco do Pêra Manca Branco, que juntamente com o Cartuxa, foi o branco que mais bebi em Portugal, na temporada que passei por lá. Dá uma lida aqui e aqui para saber mais sobre os vinhos da FEA/Cartuxa.
 
Cortes de Cima (Vidigueira, Alentejo)
 
 
Cortes de Cima Branco Regional Alentejano 2014
Alvarinho, Sauvignon Blanc e Viognier com passagem de 6 meses em carvalho francês (40% do lote). Aromas intensos de frutos tropicais e frutas cítricas, com boa textura e acidez refrescante. (R$ 110)
 
Cortes de Cima Alvarinho Vinho Regional Alentejano 2014
100% Alvarinho da costa alentejana, com 25% do vinho fermentado em barricas para dar textura. Aromas cítricos e de pêssego branco, com leve salinidade. Leve e com acidez suculenta. (R$ 136)
 
 
Cortes de Cima Aragonez Vinho Regional Alentejano 2012
100% Aragonez, com 12 meses de barricas, sendo 90% francesas e 10% americanas. Eucalipto, e ervas finas, envolto em fruta vermelha madura, com algumas especiarias. Taninos marcantes e acidez mediana. (R$ 203)
 
Adega de Borba (Borba, Alentejo)
 
Confesso que na confusão de tentar provar todos os vinhos da noite, deixei esse produtor um pouco de lado. Só provei dois dos vinhos que estavam expostos, mas estavam simplesmente sensacionais! 
 
Adega de Borba Premium Tinto Alentejo DOC 2012
Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Trincadeira e Cabernet Sauvignon de vinhas velhas, com 12 meses de estágio em carvalho francês, americano e castanho e mais 12 meses em garrafa. Um vinho pronto para ser bebido agora, mas que também pode repousar por mais alguns anos. Intenso, com frutas vermelhas, café, chocolate e um leve toque vegetal, com taninos firmes e ótima acidez. Uma ótima relação benefício-preço. (R$ 105)
 
 
Adega de Borba “Borba Grande Reserva Rótulo de Cortiça” Tinto Alentejo DOC 2011
Um dos vinhos mais elegantes da noite. Trincadeira e Alicante Bouschet, das vinhas mais antigas da região, com estágio de 18 meses em barricas, seguido por 12 meses em garrafa. Aromas de frutos silvestres, folhas secas (tabaco) e cacau, com madeira muito bem integrada. Taninos muito polidos e acidez se destacando só no final, deixando o vinho macio e elegante. (R$ -)
 
Susana Esteban (Portalegre | Évora, Alentejo)
 
 
Espanhola, chegou ao Douro em 1999 e atua desde então como enóloga consultora. Em 2011, seguiu à procura de vinhas para começar a fazer os seus próprios vinhos, daí o nome do vinho “Procura”. 
 
Susana Esteban ‘Procura’ Branco 2014
Elaborado a partir de vinhas velhas de 60 anos, da região de Portalegre, numa mistura de castas. Finalizou a fermentação em barricas usadas de carvalho francês e depois 8 meses de estágio também em barricas usadas. Nariz tímido, bem cítrico e mineral, com ótima presença de boca e final longo. (R$ -)
 
 
Susana Esteban ‘Aventura’ Tinto Regional Alentejano 2013
Aragonez, Touriga Nacional e mais um pouco de uvas da região de Portalegre (mais fresca). Vinho jovem, com aromas de frutas vermelhas frescas e bastante floral. Taninos polidos e acidez suculenta. (R$ 135)
 
Susana Esteban ‘Procura’ Tinto Regional Alentejano 2012
Alicante Bouschet proveniente de vinhas da região de Évora e mais uma parte de castas tradicionais de Portalegre. Passa 16 meses em barricas francesas, sendo 30% novas e 70% usadas. O resultado é um vinho com muito frescor e aromas de frutos silvestres, tabaco e leve toque mineral. Taninos marcantes com acidez bem integrada. (R$ -)
 
Crochet Tinto Douro DOC 2012
Este vinho é um projeto de Susana com a amiga Sandra Tavares. Duas amigas e uma paixão: fazer vinhos. Touriga Franca e Touriga Nacional, com 18 meses de estágio em carvalho francês (40% novo e 60% de segundo uso). Um vinho intenso, na cor e nos aromas. Frutos vermelhos e pretos maduros, especiarias doces e com leve mentolado. Taninos potentes e acidez refrescante. Grande potencial de guarda. (R$ -)
 
 
Quinta da Alorna (Tejo)
 
Já nos preparando para sair do Alentejo, uma passagem pelos vinhos do Tejo, desta vinícola com mais de 280 anos de história.
 
Quinta da Alorna Branco 2014
Um “vinho de jardim”, daqueles leves e frescos que bebemos numa tarde de verão. Elaborado com Arinto e Fernão Pires, com aromas cítricos e tropicais e acidez refrescante. Uma delícia, com ótimo custo-benefício. (R$ 35)
 
Quinta da Alorna ‘Marquesa de Alorna’ Grande Reserva Branco 2013
Este vinho é uma homenagem à quarta Marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, poetiza portuguesa. Aqui, não revelam as uvas usadas. Cada ano, eles escolhem as melhores barricas da safra, que passam 6 meses em carvalho francês novo. Frutas brancas, flores do campo, com um toque de baunilha. Untuoso, com boa presença de boca e acidez marcante. (R$ -)
 
Quinta da Alorna Castelão Tinto 2013
100% Castelão, com estágio de apenas 4 meses em carvalho americano usado. Frutas silvestres, especialmente mirtilos, com toque floral e leve mentolado. Taninos macios e acidez picante. (R$ 57)
 
Quinta da Alorna ‘Marquesa de Alorna’ Grande Reserva Tinto 2011
Da mesma forma que seu irmão branco, não é revelado o blend. 12 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Amora e framboesa, mesclados com notas florais, chocolate e especiarias. Taninos sedodos e ótima acidez. Um vinho super elegante. (R$ -)
 
 
Assim como informei no post anterior, os preços indicados são para o mercado do Recife e os vinhos podem ser encontrados na RM Express, Ingá Vinhos e, também, na Empório 4 Elementos.
 
 
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